Igreja tem de acompanhar evolução das novas tecnologias

“Em declarações aos jornalistas, no final da Assembleia Plenária da Conferência Episcopal que terminou hoje, em Fátima, D. Pio Alves realçou que a presença da Igreja na comunicação social é “absolutamente insubstituível”, não apenas na comunicação convencional mas também nas “novas plataformas que ninguém sabe para onde caminham”, afirmando ser fundamental “acompanhar esta evolução”, avança a Ecclesia.

“Há que repensar alguns títulos”

Entrevista ao presidente da Associação de Imprensa de Inspiração Cristã (AIC), padre António Salvador Santos.

Como analisa o percurso da imprensa de inspiração cristã nos últimos anos?
A imprensa cristã tem estado a fazer uma caminhada, nos últimos tempos, quer a nível gráfico quer de conteúdos. Pensamos ter dado um contributo com a realização dos últimos congressos.

Quais são os principais desafios que se lhe apresentam actualmente?
As preocupações são evidentes, quer pela crise, quer devido ao facto de ter falhado a publicidade institucional e outra, que era a base para fazer face aos custos da tecnologia e demais despesas que todos os dias aparecem.

Quais são as suas perspectivas em relação aos títulos da AIC?
Penso que a AIC se tem esforçado para estimular a realização de parcerias entre os diversos títulos em zonas com interesses comuns. Assim reduzir-se-iam os custos e aproveitar-se-ia a mais-valia local… Há que repensar alguns títulos para os valorizar e ajudar a dar o salto.

O que espera do próximo congresso?
Espero que o próximo congresso ajude a repensar o futuro da imprensa cristã e regional e defina o aparecimento de estratégias

“A força dos conteúdos”

Por Paulo Rocha (director da agência Ecclesia)

O debate sobre o futuro da imprensa de inspiração cristã vai acontecendo em torno da escassez de meios e da crescente exigência de recursos, humanos e financeiros. Papel, impressão e porte pago monopolizam quase todos os debates sobre o tema. Apenas a ausência de publicidade lhes faz frente.
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“A revolução escrita”

Por João César das Neves (economista)

A imprensa escrita sofre uma das mais intensas e profundas reestruturações da sua já longa história. A todo o momento ouvimos falar de títulos fechados, ajustamentos dolorosos e espantosas inovações. Um dos sectores menos afectados é precisamente o da imprensa regional em geral, e de inspiração cristã em particular.
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“A Igreja precisa dos jornais para cumprir a sua missão de evangelização”

Por Vanessa Quitério (frelancer)

Numa altura em que muito se diz e teoriza sobre “o papel” do papel na nossa rotina diária e na era informativa, um dado interessante entra em análise: os media de inspiração cristã. Confesso. Sou uma defensora acérrima dos jornais em papel como meio difusor de informação; sou definitivamente uma pessoa que devora cada página, que se regala com as pequenas manchas de tinta deixadas nas mãos sempre que avançamos um artigo e, acima de tudo, uma leitora interessada na temática da Igreja e na forma como “se faz notar” entre o seu público, e nas diversas plataformas informativas, nos dias de hoje.
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“Um pouco de revolução, um pouco de refundação, um pouco de reinvenção…”

Por Adelino Gomes (Prémio Gazeta de Mérito 2010)

Pergunta-me O Mensageiro que argumentos me levam a sustentar que nunca como hoje o jornalismo regional foi tão importante. Alinho de imediato um – talvez o mais fácil, na aparência, mas, para mim, decisivo, se outros não houvesse. Baseio-o em dados avançados pelo jornalista e investigador do CIES-IUL, Alexandre Manuel, a propósito de um estudo profundo que fez para a sua tese de doutoramento sobre os semanários ligados à Igreja católica: metade da população portuguesa com 15 anos ou mais tem por hábito ler ou folhear a imprensa regional/local, havendo mesmo distritos (e não apenas do interior) onde essa percentagem chega quase aos 70 por cento. Curiosidade por ele anotada: em contraste com a maioria da imprensa de (problemática) expansão nacional, esses jornais têm vindo a registar ultimamente um aumento considerável das suas audiências.
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O Mensageiro publica “medi@”

As entrevistas ao presidente da AIC, padre António Salvador Santos, e à investigadora e jornalista Patrícia Posse, e as opiniões de Adelino Gomes (Prémio Gazeta de Mérito 2010), Paulo Rocha (director da Ecclesia), João César das Neves (economista) e Vanessa Quitério (freelancer), são alguns dos contributos publicados no suplemento “medi@”, que acompanha a edição de hoje do jornal O Mensageiro.

D. Pio Alves sucede a D. Manuel Clemente

A Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais tem um novo presidente: D. Pio Alves, bispo auxiliar do Porto, avança a agência Ecclesia.

Natural de Viana do Castelo, D. Pio Alves, 66 anos, foi ordenado presbítero a 15 de Agosto de 1968, e bispo a 10 de Abril de 2011. Entre os cargos que ocupou, destaque para o facto de ter sido delegado da Arquidiocese de Braga para a Voz do Minho da Rádio Renascença (1985-1994) e director do Secretariado Arquidiocesano para a Comunicação Social (1990-1991).

Era digital: revolução na cultura e na sociedade

D.Claudio Maria Celli, presidente do Conselho Pontefício para as Comunicações Sociais, e D. Manuel Clemente, presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações sociais, foram dois nomes, entre jornalistas e académicos, que se reuniram nas Jornadas Nacionais de Comunicação Social, no final de Setembro, em Fátima

Intervenções para (re)ver aqui.